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Evangélico, garoto de 12 anos superou doença na visão e encanta ao tocar bateria




Conheça a história do adolescente amazonense João Carlos que, mesmo não conseguindo enxergar, possui talento de sobra para tocar três instrumentos musicais

Conheça a história do adolescente amazonense João Carlos que, mesmo não conseguindo enxergar, possui talento de sobra para tocar três instrumentos musicais. Foto: A Crítica

Desde cedo, os pais de João Carlos, perceberam a paixão dele por instrumentos musicais. Mesmo não conseguindo enxergar por um problema no nervo óptico, o adolescente de 12 anos aprendeu sozinho a tocar bateria e “arranhar” acordes no violão e teclado. Mas o talento do garoto não para por aí, além de ministrar em cultos evangélicos em diversas denominações na cidade de Manaus, ele ainda canta e adora ao Deus, que segundo ele, vai restaurar a sua visão.

Não diferente dos meninos da sua idade, João gosta de correr e andar de bicicleta, mas prefere deixar estas atividades de lado quando o assunto é música. Morando em uma residência simples, de poucos cômodos, na Zona Norte de Manaus, o garoto possui um violão e um teclado. Quando quer tocar bateria vai para a igreja liderada pelo pais, os pastores João Batista Sampaio, de 42 anos, e Daniele de Souza, de 36 anos, localizada no mesmo bairro.



Diagnóstico da doença

O pastor João, pai de João, contou que passou pelo momento mais difícil da vida quando descobriu o problema na visão do filho. O garoto nasceu com a deficiência na visão, mas pela falta de estudo dos pais, o caso só começou a ser percebido anos depois. A fé foi a responsável por manter a família estável.

— Pastor, qual foi o problema que o seu filho foi diagnosticado? — perguntei, enquanto João estava sentado em uma cadeira ao meu lado.

— Ele nasceu com esse problema. Como não entediamos muito sobre isso, descobrimos que ele era cego por meio da cunhada da minha filha. Ela trabalhava em uma clínica de oftalmologia e após conhecer o João, disse que ele era cego. Aquele momento foi um baque — disse o pastor emocionado, mas continuando a falar e sem segurar as lágrimas — A princípio não quis aceitar, também nesse tempo a gente não era evangélico, não tinha aquele apoio que Jesus nos dá. Fiquei desesperado.

Após receber o diagnóstico, os pais de João lembraram detalhes importantes dos primeiros dias de vida do garoto.

— Quando ele era pequeno só olhava para onde tinha luz. Ele nunca olhava para ninguém. Temos foto dele no nosso braço, mas sempre com o rostinho para cima.

Adaptação na infância

O pastor relata que a infância de João foi marcada com idas e vindas em clínicas públicas e privadas de oftalmologia na cidade de Manaus. O resultado até o momento não foi positivo, mas os cuidados foram redobrados durante os primeiros anos de vida do adolescente.

— Vocês precisaram ter atenção redobrada com o João?

— Foi muito difícil — respirou fundo o pastor João — A gente não sabia lidar com tudo que estava acontecendo. Nunca tivemos um caso desse na família. Durante esses anos corremos atrás de médico.

— E na infância dele, vocês deixavam ele brincar tranquilamente ou ficavam preocupados com quedas e machucados?

— Fomos percebendo que a onde ele chegava fazia o reconhecimento do local, e assim não teria problema. Claro que nunca podíamos mudar a posição das coisas dentro de casa, porque senão ele se machucava. Ele andava de bicicleta aqui dentro de casa. Naquele tempo, não tinha esse negócio de celular ou filmar.

— Interessante demais… — falou a mãe Daniele.

— Mas ele aprendeu a andar de bicicleta sozinho?

— Sim, sozinho. Um colega ensinou a tirar as rodinhas e ele anda na rua e tudo. O perigo é que ele não consegue ver um buraco, por exemplo.

Talento na música

O adolescente nunca fez aula de música por conta das poucas condições financeiras dos pais. Mas desde criança ele decidiu “fazer música” com outros objetos. Baldes e panelas formavam a primeira bateria que João teve na vida.

— E a música como entrou na vida dele?

— Minha filha, ele foi indo sozinho. Começou batendo as panelas e nos baldes aqui em casa. Ele mesmo arrumou a bateria. Quando o Espírito Santo começou a dar louvores para ele, eu comecei a escrever outros.

— Ele ministra também ou só canta?

— Ministra… Passa revelação de Deus.

Fonte (leia a entrevista na íntegra): A Crítica 

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