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Kleber Lucas reclama de boicote por cantar em terreiro de candomblé




Kleber Lucas
Kleber Lucas

O cantor e pastor Kleber Lucas falou para uma equipe de jornalismo da revista Veja sobre as represálias que sofreu depois que decidiu ajudar na reconstrução de um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro.

visita ao centro de Candomblé  Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, localizado em Duque de Caxias (RJ), ocorreu no dia 22 de novembro de 2017.

Ao lado de Ogans, que seriam os músicos da religião, o cantor gospel entoou canções como Maria Maria, de Milton Nascimento e participou da cerimônia de entrega dos R$ 11 mil levantados pela Igreja Cristã de Ipanema, através do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio).

“Que música que se canta em um ambiente plural? Uma música do Kleber Lucas? Não faz sentido”, diz Kleber Lucas ao defender sua escolha musical.

Após a sua participação no terreiro, o cantor viu escassear os convites para shows e as execuções nas rádios gospel e viu crescer as críticas dentro do meio evangélico.

Para Kleber Lucas, os evangélicos que o criticaram pela atitude são pessoas que “não conseguem conviver com quem pensa diferente delas”. e desabafou: “Estão me ferindo muito e me fazendo repensar minha caminhada. O que posso afirmar com toda certeza é que essas pessoas não entenderam a mensagem do Cristo. Nós ainda estamos falando de tolerância quando deveríamos falar de respeito”.

Oriundo de um clã sincrético — a mãe é evangélica e o pai foi adepto do candomblé —, ele abraçou com naturalidade a pregação pela tolerância: “Eu não tenho medo de quem levanta a bandeira do ódio, elas não me intimidam com suas vozes. Na verdade o que elas gostariam é de me silenciar.”

Fonte: VEJA.com



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